Dirigido por: Robert
Schwentke
Com: Shailene
Woodley, Theo James, Octavia Spencer e outros
Gênero: Ficção
científica , Ação
Nacionalidade: EUA
Primeiramente,
vale lembrar que o Cinema Mudo avalia o filme e não o livro. A Série Divergente finalmente consegue um espaço
no cinema. O primeiro filme não foi nenhuma maravilha, e foi constantemente
comparado com a série Jogos Vorazes.
A primeira adaptação foi lenta demais, muito explicativa e prometia ser nada
mais do que uma versão jovem da série de Katniss Everdeen. Felizmente, Insurgente conseguiu parar de “querer
dizer” e finalmente disse a que veio.
Enquanto
o primeiro filme insistia em explicações de tudo o que fazia, este conseguiu
ser mais direto ao ponto, contando a história sem precisar fazer interrupções
para explicar o que acontecia. Isso permitiu que o filme tivesse mais ação e
pudesse explorar com mais veemência os efeitos visuais.
A
série ainda tem pontos a superar. Na tentativa de fazer um filme de sucesso,
alguns artifícios cinematográficos [como sonhos e ilusões] foram explorados
exaustivamente, tornando o filme confuso e até mesmo repetitivo. Assim, o filme
se enche de cenas para depois desmenti-las e seguir com a sua história.
Se
a série foi muito comparada com Jogos
Vorazes, não foi à toa. Toda aquela história de revolução e derrubada de um
regime com pouca mobilidade social, que foram tratadas
desde o primeiro filme,
tudo isso é compartilhado pelas duas séries. Ainda assim, Divergente é mais infantil e se prende mais na relação amorosa
entre os protagonistas Tris e Quatro. Sendo assim, o filme opta por parar a
história para “momentos românticos” que não são tão interessantes para a trama
principal.
Contudo,
Insurgente conseguiu se provar eficaz
na ação e nos efeitos visuais. O filme foi mais corrido e conseguiu ser mais
direto. Enquanto o primeiro filme da série tinha mais história, esse possuía mais
emoção e mais movimentação. Na parte visual, não optou por efeitos inéditos,
mas conseguiu se encontrar em efeitos mais simples e já vistos, o que foi uma
escolha sensata, permitindo que cada efeito tivesse um propósito dentro da
história e não ficassem soltos no filme.
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