21 de março de 2015

Divergente: Insurgente

Lançamento  : 19⁄03⁄ 2015
Dirigido por: Robert Schwentke
Com: Shailene Woodley, Theo James, Octavia Spencer e outros
Gênero: Ficção científica , Ação
Nacionalidade: EUA

Primeiramente, vale lembrar que o Cinema Mudo avalia o filme e não o livro. A Série Divergente finalmente consegue um espaço no cinema. O primeiro filme não foi nenhuma maravilha, e foi constantemente comparado com a série Jogos Vorazes. A primeira adaptação foi lenta demais, muito explicativa e prometia ser nada mais do que uma versão jovem da série de Katniss Everdeen. Felizmente, Insurgente conseguiu parar de “querer dizer” e finalmente disse a que veio.

Enquanto o primeiro filme insistia em explicações de tudo o que fazia, este conseguiu ser mais direto ao ponto, contando a história sem precisar fazer interrupções para explicar o que acontecia. Isso permitiu que o filme tivesse mais ação e pudesse explorar com mais veemência os efeitos visuais.

A série ainda tem pontos a superar. Na tentativa de fazer um filme de sucesso, alguns artifícios cinematográficos [como sonhos e ilusões] foram explorados exaustivamente, tornando o filme confuso e até mesmo repetitivo. Assim, o filme se enche de cenas para depois desmenti-las e seguir com a sua história.

Se a série foi muito comparada com Jogos Vorazes, não foi à toa. Toda aquela história de revolução e derrubada de um regime com pouca mobilidade social, que foram tratadas
desde o primeiro filme, tudo isso é compartilhado pelas duas séries. Ainda assim, Divergente é mais infantil e se prende mais na relação amorosa entre os protagonistas Tris e Quatro. Sendo assim, o filme opta por parar a história para “momentos românticos” que não são tão interessantes para a trama principal.


Contudo, Insurgente conseguiu se provar eficaz na ação e nos efeitos visuais. O filme foi mais corrido e conseguiu ser mais direto. Enquanto o primeiro filme da série tinha mais história, esse possuía mais emoção e mais movimentação. Na parte visual, não optou por efeitos inéditos, mas conseguiu se encontrar em efeitos mais simples e já vistos, o que foi uma escolha sensata, permitindo que cada efeito tivesse um propósito dentro da história e não ficassem soltos no filme.


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