8 de junho de 2015

Qualquer gato vira-lata 2

                
Lançamento: 04⁄ 06⁄ 2015
Dirigido por: Roberto Santucci, Marcelo Antunez
Com Cléo Pires, Malvino Salvador, Dudu Azevedo e outros
Gênero: Comédia , Romance
Nacionalidade: Brasil


Qualquer gato vira-lata (2011) é um filme que conseguiu carregar alguma proposta. Não é um filme excepcional, mas contava ainda com alguma dose de humor e ao menos possuía uma premissa sustentável. Já a sua continuação, é mais uma das muitas continuações desprezíveis de filmes mais ou menos. Não venho aqui dizer que esta seja uma exclusividade do cinema brasileiro. Não. Hollywood também faz isso a torto e a direito. No Brasil, já tivemos continuações desnecessárias como Até que a sorte nos separe 2 e Muita calma nessa hora 2, mas internacionalmente já vimos desastres, especialmente em filmes para o público infantil.

Qualquer gato vira-lata não é um filme que merecia continuação. Não havia história para contar. Sendo assim, como é de costume, a saída encontrada pelos produtores é a fórmula da repetição. Assim, sendo, temos uma cópia fajuta do que foi o primeiro filme, agora refeita com clichês diferentes. As piadas são na sua maioria recicladas do primeiro filme e ainda assim, sem metade da graça que tinham na primeira vez.

Os personagens não tem força, são repetitivos e não possuem nada de novo. Com coadjuvantes sem sentido, o filme chega ao fundo do poço quando contrata Fábio Jr para um irrelevante papel de dois minutos. Sua participação é torpe e só serve para tentar arrancar alguma gracinha (sem sucesso) e para tentar colocá-lo para cantar.

O filme não sabe definir o seu gênero. Tenta ser comédia, mas escorrega bravamente rumo ao besteirol. Ao invés de comédia romântica, talvez seja mais correto chamá-lo de besteirol-romântico, uma classificação muito confusa e tresloucada, já que ambos os gêneros não combinam em nada. Chegamos então a um filme que tenta ser engraçado, se perde no realismo, é repetitivo em piadas ruins e ao mesmo tempo tenta ser romântico. Não dá para ser tudo. Além de ser um besteirol-romântico, ainda é fraco, porque nem tem graça o suficiente para ser besteirol, e nem é romântico o suficiente para ser um filme de amor.


Em suma, o filme não sabe a que veio. Ou melhor, sabe sim, é uma tentativa desesperada de fazer dinheiro em cima de um conceito já explorado e de uma comédia já vista. Tal como os filmes de Leandro Hassum, esse também falhou brutalmente e só nos resta rezar para que não resolvam filmar um Qualquer gato vira-lata 3.


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