Lançamento: 04⁄ 06⁄ 2015
Com Cléo Pires, Malvino Salvador, Dudu Azevedo e
outros
Gênero: Comédia , Romance
Nacionalidade: Brasil
Qualquer
gato vira-lata (2011) é um filme que conseguiu
carregar alguma proposta. Não é um filme excepcional, mas contava ainda com
alguma dose de humor e ao menos possuía uma premissa sustentável. Já a sua
continuação, é mais uma das muitas continuações desprezíveis de filmes mais ou
menos. Não venho aqui dizer que esta seja uma exclusividade do cinema
brasileiro. Não. Hollywood também faz isso a torto e a direito. No Brasil, já
tivemos continuações desnecessárias como Até
que a sorte nos separe 2 e Muita calma
nessa hora 2, mas internacionalmente já vimos desastres, especialmente em
filmes para o público infantil.
Qualquer
gato vira-lata não é um filme que merecia continuação.
Não havia história para contar. Sendo assim, como é de costume, a saída
encontrada pelos produtores é a fórmula da repetição. Assim, sendo, temos uma
cópia fajuta do que foi o primeiro filme, agora refeita com clichês diferentes.
As piadas são na sua maioria recicladas do primeiro filme e ainda assim, sem
metade da graça que tinham na primeira vez.
Os personagens não tem
força, são repetitivos e não possuem nada de novo. Com coadjuvantes sem
sentido, o filme chega ao fundo do poço quando contrata Fábio Jr para um
irrelevante papel de dois minutos. Sua participação é torpe e só serve para
tentar arrancar alguma gracinha (sem sucesso) e para tentar colocá-lo para
cantar.
O filme não sabe
definir o seu gênero. Tenta ser comédia, mas escorrega bravamente rumo ao
besteirol. Ao invés de comédia romântica, talvez seja mais correto chamá-lo de
besteirol-romântico, uma classificação muito confusa e tresloucada, já que
ambos os gêneros não combinam em nada. Chegamos então a um filme que tenta ser
engraçado, se perde no realismo, é repetitivo em piadas ruins e ao mesmo tempo
tenta ser romântico. Não dá para ser tudo. Além de ser um besteirol-romântico,
ainda é fraco, porque nem tem graça o suficiente para ser besteirol, e nem é romântico
o suficiente para ser um filme de amor.
Em suma, o filme não
sabe a que veio. Ou melhor, sabe sim, é uma tentativa desesperada de fazer
dinheiro em cima de um conceito já explorado e de uma comédia já vista. Tal
como os filmes de Leandro Hassum, esse também falhou brutalmente e só nos resta
rezar para que não resolvam filmar um Qualquer
gato vira-lata 3.



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