Lançamento: 01⁄ 10⁄
2015
Com Paulo Gustavo,
Marcus Majella, Catarina Abdalla e outros
Gênero: Comédia
Nacionalidade: Brasil
Inspirado nos
personagens da série de televisão homônima, Vai
que cola conta a história de Valdomiro (Paulo Gustavo), um homem que tinha
seu apartamento no Leblon e sofre um golpe que o obriga a morar no Méier. Após
anos morando no subúrbio, Valdomiro descobre que poderá voltar para sua vida na
zona sul, mas um acidente na pensão da Dona Jô (Catarina Abdalla), acaba
fazendo com que ele se veja obrigado a levar os moradores da pensão para o seu
apartamento de luxo.
Como pode-se notar, a
história já se constitui desde o início preconceituosa. Ela se aproveita da
desigualdade social para rir da pobreza com um ar de superioridade. O filme é
lotado de “piadas” preconceituosas e sem graça. Dotado de um humor pra lá de
antigo, as piadas riem dos estereótipos comuns. O humor procura espaço entre
piadas de gordos, piadas de homossexuais, piadas de pobre e outros
estereótipos. Constitui-se assim, um típico humor de confirmação de
expectativa, que procura afirmar padrões estereotipados de burrice,
comportamento e visão de mundo. Existe humor melhor do que isso.
Quanto ao roteiro, é de
se admirar que alguém tenha aceitado fazer um filme em cima de um roteiro tão
fraco e pobre quanto este. Não existe linha narrativa, não existe personalidade
para os personagens e não existe uma história definida. Os personagens são
absurdamente jogados em meio a uma história caótica e cumprem sua função da
forma mais esdrúxula possível. Cada personagem conta a sua historinha, mas
nenhuma delas é relevante, interessante ou engraçada. Os personagens agem sem
propósito e sem conflitos. O texto não colabora para que os personagens
preservem suas individualidades. Do contrário, ele apenas reforça os
estereótipos supracitados. Todos os gays são iguais, todas as mulheres são
iguais, todos os homens são iguais... Assim por diante.
O filme tenta [só
tenta] ser cômico, rindo do ato de fazer um filme e trazendo a quebra da quarta
parede. Afirmo aqui, diante de vós, que nunca quis tanto que um muro fosse
erguido entre mim e o cinema, pois esta quarta parede foi esculachada até o
último tijolo. Paulo Gustavo toda vez que tenta dialogar com o público a
respeito de seu filme, só reforça uma arrogância e prepotência que espanta o
telespectador. Dou-vos um exemplo: Durante o filme, é dito que estão tentando
fazer “uma coisa séria” no filme. Sério? É inacreditável que alguém nesse mundo
leve a sério esta tentativa bisonha de produzir um material cinematográfico.
Paulo Gustavo prova,
então, que é sim uma melhor atriz e que pode continuar como Mãe por mais um
século de vida. Quando tenta mudar de ares, o ator demonstra uma prepotência e
preconceito extremos.
Se eu esperava que não
veria um filme nacional pior do que A
Esperança é a última que morre e Linda
de morrer neste ano, paguei minha língua, pois Vai que cola conseguiu ser pior do que Copa de Elite, que eu tinha para mim como o pior filme nacional já
produzido. Uma pena.



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