Kara Zor-El foi enviada
para a Terra junto com seu primo, mas acabou se perdendo no meio do
caminho. Anos depois, quando Kara
finalmente chega na Terra, seu primo já é um conhecido super-herói, o famoso
Superhomem. A garota é adotada pelos Danvers, uma família terráquea que a
acolhe e estimula a esconder seus poderes. Agora, com 24 anos, Kara resolve
demonstrar suas habilidades e se tornar
poderosa Supergirl.
A DC comics já conta
com mais três séries no ar: Gotham, Arrow e The Flash, além da confirmada Legends
of Tomorrow e da recentemente cancelada Constantine.
Dentre todas estas séries, pode se dizer que Supergirl é a que tem menos cara de série de super-herói. A
proposta de trazer uma personagem feminina é muito acertada. As heroínas tem
tido um quadro bem desfavorável nas séries da DC. Em Arrow, a Canário Negro é constantemente colocada em segundo plano,
como uma heroína coadjuvante da equipe, assim como Speedy. Supergirl pode trazer essa igualdade de gêneros para a televisão,
mas ainda tem que provar que tem pretensões maiores.
O maior defeito da
série é subestimar o seu público. A série é nitidamente feita para o público
feminino e, com isso, deixa uma mensagem preconceituosa de que somente garotas
poderiam se interessar por aquela história. A ação fica guardada em segundo
plano e é provável que os próximos episódios sigam por uma mesma linha. Os
efeitos visuais são bons, basta querer usá-los para fazer cenas de ação.
No entanto, Kara
Danvers é uma personagem incrível. A formação da personagem é impecável e fala
com o público jovem. Uma garota que recebe poderes e quer sair por aí usando é
algo muito palpável, passa na cabeça de todo jovem. A maneira como ela se
excita para contar às pessoas que é a Supergirl é algo muito natural e muito
engraçado de se ver. Ao contrário do universo Arrow⁄Flash, é interessante que a identidade secreta de Kara esteja
muito viável de ser descoberta. Por ser jovem, é muito comum que ela cometa
erros, conte para todo mundo seu segredo e até mesmo que comece a chorar por
ter falhado em uma missão. Toda essa juventude é o que dá humanidade e
realidade para a personagem.
Para os próximos
episódios, espera-se que exista uma preocupação maior com a ação e com o
mistério. Nem tudo precisa ser entregue tão facilmente. Pode-se perder mais
tempo em uma cena de ação e usar dos personagens mas simples para compor o
apoio da heroína. Seria interessante se ela conseguisse trabalhar sem o governo
nas suas costas para mostrar a independência da Supergirl.

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