10 de novembro de 2015

Supergirl - Piloto

Kara Zor-El foi enviada para a Terra junto com seu primo, mas acabou se perdendo no meio do caminho.  Anos depois, quando Kara finalmente chega na Terra, seu primo já é um conhecido super-herói, o famoso Superhomem. A garota é adotada pelos Danvers, uma família terráquea que a acolhe e estimula a esconder seus poderes. Agora, com 24 anos, Kara resolve demonstrar suas habilidades e se tornar  poderosa Supergirl.

A DC comics já conta com mais três séries no ar: Gotham, Arrow e The Flash, além da confirmada Legends of Tomorrow e da recentemente cancelada Constantine. Dentre todas estas séries, pode se dizer que Supergirl é a que tem menos cara de série de super-herói. A proposta de trazer uma personagem feminina é muito acertada. As heroínas tem tido um quadro bem desfavorável nas séries da DC. Em Arrow, a Canário Negro é constantemente colocada em segundo plano, como uma heroína coadjuvante da equipe, assim como Speedy. Supergirl pode trazer essa igualdade de gêneros para a televisão, mas ainda tem que provar que tem pretensões maiores.

O maior defeito da série é subestimar o seu público. A série é nitidamente feita para o público feminino e, com isso, deixa uma mensagem preconceituosa de que somente garotas poderiam se interessar por aquela história. A ação fica guardada em segundo plano e é provável que os próximos episódios sigam por uma mesma linha. Os efeitos visuais são bons, basta querer usá-los para fazer cenas de ação.

É importante notar como Arrow influenciou todas as séries que viriam em seguida. Seja no tom realista e sombrio [como em Gotham] ou na organização das equipes [em The Flash] e na participação de corporações antipoderosos [em Supergirl]. Esse é o grande erro do episódio piloto. A inserção de uma agência governamental que se dedica a combater kryptonianos que fugiram de uma prisão espacial não convence. Primeiramente, tudo é entregue muito de bandeja. Não existe a mínima preocupação em manter uma aura de mistério, é tudo jogado como se fosse um fato normal. Em segundo lugar, vale constatar que a existência de uma corporação nos bastidores desmerece a heroína, mostrando que ela só pode ser bem sucedida graças ao seu apoio.

No entanto, Kara Danvers é uma personagem incrível. A formação da personagem é impecável e fala com o público jovem. Uma garota que recebe poderes e quer sair por aí usando é algo muito palpável, passa na cabeça de todo jovem. A maneira como ela se excita para contar às pessoas que é a Supergirl é algo muito natural e muito engraçado de se ver. Ao contrário do universo Arrow⁄Flash, é interessante que a identidade secreta de Kara esteja muito viável de ser descoberta. Por ser jovem, é muito comum que ela cometa erros, conte para todo mundo seu segredo e até mesmo que comece a chorar por ter falhado em uma missão. Toda essa juventude é o que dá humanidade e realidade para a personagem.


Para os próximos episódios, espera-se que exista uma preocupação maior com a ação e com o mistério. Nem tudo precisa ser entregue tão facilmente. Pode-se perder mais tempo em uma cena de ação e usar dos personagens mas simples para compor o apoio da heroína. Seria interessante se ela conseguisse trabalhar sem o governo nas suas costas para mostrar a independência da Supergirl. 


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