29 de dezembro de 2015

Star Wars: O despertar da força



Lançamento: 17⁄ 12⁄ 2015
Dirigido por: J.J. Abrams
Com Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver e outros
Gênero: Aventura , Ação , Ficção científica
Nacionalidade: EUA


Há muito tempo, numca galáxia distante, Rey (Daisy Ridley), uma catadora de um planeta desértico, conhece Fynn (John Boyega), um stormtrooper foragido e um pequeno dróide chamado BB-8, que guarda um importante mapa que contém, nada mais nada menos, que a localização de Luke Skywalker (Mark Hamill), o último jedi. Seguindo o trabalho de George Lucas, a Disney apresenta o primeiro dos novos episódios de Star Wars.

O filme é completamente feito para fãs. J. J. Abrams resgata todo o universo de Lucas com uma maestria fenomenal. Ao contrario do que foi tentado na segunda trilogia da série, Star Wars: O despertar da força não apela para a modernidade, mas resgata a magia dos efeitos visuais práticos e das fantasias de espuma, utilizando muito pouco de efeitos gráficos e de recursos mais modernos. Ainda no espírito de resgate da trilogia clássica, a nova estrela da morte (batizada de Starkiller, nome que, supostamente seria o sobrenome de Luke, em detrimento de Skywalker) é um modelo rudimentar, um dos primeiros esboços que originariam a estrela da morte clássica.

Os novos personagens são excelentes. Abrams conseguiu levar para o cinema o que todos os fãs sempre quiseram: uma história com uma protagonista feminina e um stormtrooper. Quer algo mais emocionante? Rey e Fynn são a representação dos fãs no universo novo. Como nós, eles se animam e se empolgam com as coisas antigas que retornaram para a nova trilogia. Além deles, temos o vilão Kylo Ren (Adam Driver) um personagem como há muito não se via. Ao contrário do que Lucas tentou fazer na segunda trilogia, Kylo Ren é uma representação do mal, um garoto mimado que não sabe o que está fazendo. Totalmente Star Wars!

A integração dos personagens antigos também é muito sutil. A forma como são colocados é perfeita e não estão ali para “roubar a cena”. Abrams conseguiu abraçar o público de fãs e, ao mesmo tempo, apresentar a trilogia clássica para um novo hall de espectadores que vão se interessar por este novo filme e certamente procurar pelos filmes mais antigos.

Chegamos então a uma faca de dois gumes: Star Wars: O despertar da força é um filme que repete momentos da trilogia clássica. Um problema? Lógico que não. Este filme tinha como objetivo fazer dinheiro e empolgar os fãs. Cumpriu o seu papel. Que fique para os novos filmes a responsabilidade de fazer coisas diferentes, que este repita mesmo as situações clássicas e fale com a memória dos fãs antigos.

Logicamente, por fim, a melhor coisa do filme. BB-8. É certo que Star Wars sempre foi bom em construir bons personagens robôs. C3PO-4 e R2-D2 já eram marca registrada de Lucas, e agora, BB-8 prova que é o dróide que o retorno da saga pedia. A capacidade e criatividade de Abrams foi vital para a criação do dróide. Interpretado por comediantes, BB-8 é o personagem que mais emociona o público, tornando-se tão humano que é possível entendê-lo e até mesmo ouvi-lo dizer algumas frases.

Star Wars voltou com tudo, o filme que todo fã esperaria ver no cinema!


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