Lançamento: 26⁄ 11⁄ 2015
Com James McAvoy,
Daniel Radcliffe, Jessica Brown Findlay e outros
Gênero: Fantasia , Aventura , Terror
Nacionalidade: EUA
O cientista Victor
Frankenstein (James McAvoy) está convicto de que pode mudar as leis da natureza
e após visitar um circo, ele encontra um corcunda que pode ajudá-lo na
empreitada. Igor (Daniel Radcliffe), como é nomeado, possui habilidades médicas
fantásticas e acaba se tornando o elemento final para a criação de vida. Certo
de que poderá livrar o mundo da morte, Victor acaba entrando numa jornada para
criar um monstro, conhecido como o monstro de Frankenstein.
Primeiramente, como já
é de se esperar, o filme não trás a história original, como a Fox já costuma
fazer. Apesar de tudo, é um dos melhores filmes da produtora no ano. Ao
contrário do que costuma fazer com outros filmes, a Fox finalmente conseguiu
acertar um filme que apresenta um roteiro impressionante, boas atuações e um
visual gráfico bastante agradável.
Daniel Radcliffe é uma
das maiores surpresas do filme. Conhecido pelo seu papel como Harry Potter, o
ator até então nunca tinha feito algo realmente desafiador. Sua atuação como o “Menino
que sobreviveu” é muito boa, mas não é uma performance muito complicada ou com
desafios de atuação. Já seu papel como Igor é totalmente diferente. Um desafio
imenso de atuação e performance. Como começa o filme como um corcunda, Daniel
teve de atuar agachado por um pedaço da trama e, mesmo quando o problema é
reparado, ainda é possível perceber um andar errante, como se ainda houvesse
algum problema nas suas costas. Muito bem feito! Além da coreografia, o ator
conseguiu convencer que vivia um personagem sem noções de sociedade. A
ingenuidade de Igor é um fator que encaixa muito bem com o contexto do
personagem e foi bem representada por Radcliffe.
Quanto a James McAvoy,
sua atuação também foi bastante convincente, embora não surpreendente. Após ter
vivido o Professor Xavier em X-men: Dias
de um futuro esquecido, McAvoy já tinha se mostrado capaz de viver um jovem
problemático e perturbado. Sua atuação foi melhorada em Victor Frankenstein, mas não é algo inédito na carreira do ator.
Outro ponto fortíssimo
do filme é o roteiro. Uma trama bem encaixada e com muito conteúdo traz à tona
discussões mitológicas, éticas e religiosas e resolve muito bem suas questões
no decorrer do filme. A relação entre Victor e o personagem de Andrew Scott é
muito bem traçada e envolve uma fortíssima discussão religiosa, muito bem trabalhada
durante o filme. Além do mais, o filme se faz mais realista na medida em que
mostra mais de um monstro de Frankenstein. Tratando-se de um experimento
científico, é bem natural que isso acontecesse. O primeiro, um experimento em
animais. O segundo, um experimento em humanos.
O visual de ambos os
monstros também é surpreendente e chocante. O primeiro monstro, feito de restos
animais de um chimpanzé, é grotesco e assustador, uma aberração da natureza. A
forma como esse monstro é tratada é excelente e é útil para estabelecer um
debate aberto durante o filme sobre a natureza ética destes experimentos. O
segundo monstro, o clássico, é apresentado com um visual bem diferente do que
se espera. Representado de um jeito completamente novo e bem embasado
cientificamente, o monstro é diferente de tudo o que se viu. Finalmente a Fox
acertou um excelente filme neste ano.



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