1 de dezembro de 2015

Victor Frankenstein


Lançamento: 26⁄ 11⁄ 2015  
Dirigido por: Paul McGuigan
Com James McAvoy, Daniel Radcliffe, Jessica Brown Findlay e outros
Gênero: Fantasia , Aventura , Terror
Nacionalidade: EUA


O cientista Victor Frankenstein (James McAvoy) está convicto de que pode mudar as leis da natureza e após visitar um circo, ele encontra um corcunda que pode ajudá-lo na empreitada. Igor (Daniel Radcliffe), como é nomeado, possui habilidades médicas fantásticas e acaba se tornando o elemento final para a criação de vida. Certo de que poderá livrar o mundo da morte, Victor acaba entrando numa jornada para criar um monstro, conhecido como o monstro de Frankenstein.

Primeiramente, como já é de se esperar, o filme não trás a história original, como a Fox já costuma fazer. Apesar de tudo, é um dos melhores filmes da produtora no ano. Ao contrário do que costuma fazer com outros filmes, a Fox finalmente conseguiu acertar um filme que apresenta um roteiro impressionante, boas atuações e um visual gráfico bastante agradável.

Daniel Radcliffe é uma das maiores surpresas do filme. Conhecido pelo seu papel como Harry Potter, o ator até então nunca tinha feito algo realmente desafiador. Sua atuação como o “Menino que sobreviveu” é muito boa, mas não é uma performance muito complicada ou com desafios de atuação. Já seu papel como Igor é totalmente diferente. Um desafio imenso de atuação e performance. Como começa o filme como um corcunda, Daniel teve de atuar agachado por um pedaço da trama e, mesmo quando o problema é reparado, ainda é possível perceber um andar errante, como se ainda houvesse algum problema nas suas costas. Muito bem feito! Além da coreografia, o ator conseguiu convencer que vivia um personagem sem noções de sociedade. A ingenuidade de Igor é um fator que encaixa muito bem com o contexto do personagem e foi bem representada por Radcliffe.

Quanto a James McAvoy, sua atuação também foi bastante convincente, embora não surpreendente. Após ter vivido o Professor Xavier em X-men: Dias de um futuro esquecido, McAvoy já tinha se mostrado capaz de viver um jovem problemático e perturbado. Sua atuação foi melhorada em Victor Frankenstein, mas não é algo inédito na carreira do ator.

Outro ponto fortíssimo do filme é o roteiro. Uma trama bem encaixada e com muito conteúdo traz à tona discussões mitológicas, éticas e religiosas e resolve muito bem suas questões no decorrer do filme. A relação entre Victor e o personagem de Andrew Scott é muito bem traçada e envolve uma fortíssima discussão religiosa, muito bem trabalhada durante o filme. Além do mais, o filme se faz mais realista na medida em que mostra mais de um monstro de Frankenstein. Tratando-se de um experimento científico, é bem natural que isso acontecesse. O primeiro, um experimento em animais. O segundo, um experimento em humanos.


O visual de ambos os monstros também é surpreendente e chocante. O primeiro monstro, feito de restos animais de um chimpanzé, é grotesco e assustador, uma aberração da natureza. A forma como esse monstro é tratada é excelente e é útil para estabelecer um debate aberto durante o filme sobre a natureza ética destes experimentos. O segundo monstro, o clássico, é apresentado com um visual bem diferente do que se espera. Representado de um jeito completamente novo e bem embasado cientificamente, o monstro é diferente de tudo o que se viu. Finalmente a Fox acertou um excelente filme neste ano.


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