Lançamento: 21⁄ 01 ⁄2016
Dirigido por: David O.
Russell
Nacionalidade: EUA
Quando era pequena, Joy
(Jennifer Lawrence) gostava de criar todo o tipo de coisas. Quando cresceu, a
vida se tornou mais difícil. Filhos para criar, mãe separada para cuidar, o
ex-marido que nunca saiu de casa... Com muita força e determinação, Joy lutou
para levar uma vida boa e se tornar uma das maiores empresárias dos Estados
Unidos. O filme concorre ao Oscar 2016
na categoria de Melhor atriz – Jennifer Lawrence.
O filme entrega uma mensagem forte de luta por
esperança. A luta de Joy para vencer o mercado e conseguir vender seu produto é
cativante e inspiradora. O roteiro entrega de uma forma heróica todo o esforço
da personagem desde o início até o fim da trama. Porém, é um filme confuso e
perdido em todo o resto. A ideia de apresentar Joy como uma personagem que
possui uma organização familiar complicada e tem que levar o mundo inteiro em
suas costas fica totalmente abalada e desconexa da história como um todo.
A produção foi toda elaborada visando o Oscar. O filme
deixa isso muito claro. Jennifer Lawrence já é uma queridinha de Hollywood e
ouso dizer que os produtores tinham a intensão de ver Bradley Cooper
concorrendo como melhor ator coadjuvante. A carga dramática jogada no colo da
personagem de Jennifer desconfigura todo o ideal de mulher forte que o filme se
propunha a montar. Ao contrário, Joy acaba sendo uma garota que se perdeu e
está à beira de perder a sua sanidade, dando ataques a todo momento em cenas
que, nitidamente, foram inclusas para justificar uma indicação de Jennifer
Lawrence ao prêmio.
David O. Russell, diretor de O lado bom da vida, retoma a parceria com Jennifer e Bradley Cooper
e ficam visíveis algumas marcas de semelhança entre as duas obras. Como na
outra produção, os personagens satélites possuem traços de problemas
psicológicos. Em O lado bom da vida,
Robert De Niro interpretava o pai de Bradley Cooper e era um homem viciado em
apostas, além de ser altamente supersticioso. Essa estratégia de demonstrar as
falhas psicológicas dos personagens satélites funcionou muito bem no outro
filme, já que tinha como assunto principal a insanidade em si. Em Joy: O nome do sucesso, o que ocorre é
uma cobrecarga de informações que não servem para nenhum propósito. Russell é
um grande diretor, mas demonstrou uma enorme carência pela estatueta.
O filme engrena de verdade quando saímos da vida
familiar de Joy e passamos a observar o lado empresarial da personagem. Neste
momento, a personagem de Jennifer Lawrence se encontra realmente e consegue
convencer que está na nossa frente. Deste ponto em diante, temos sim, um filme
muito bom para assistir durante a tarde. Não chega a ser uma obra prima do
cinema, mas é um bom filme.
E se o grande objetivo do filme foi indicar alguém para
o Oscar, podemos concluir que deu
muito certo. Jennifer Lawrence é, mais uma vez, indicada a melhor atriz, apesar
de que, com uma atuação mediana e nada surpreendente, não deve sagrar-se
vencedora, a menos que a Academia realmente insista em fazer dela a “queridinha
de Hollywood”. O que temos é uma grande atriz em um papel. Não se pode dizer
que ela atua mal, mas não há motivo aparente para uma premiação a nível de
Oscar.




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