30 de janeiro de 2016

Joy: O nome do sucesso


Lançamento: 21⁄ 01 ⁄2016
Dirigido por: David O. Russell
Com Jennifer Lawrence, Robert De Niro, Bradley Cooper e outros
Gênero: Biografia , Drama , Comédia
Nacionalidade: EUA




Quando era pequena, Joy (Jennifer Lawrence) gostava de criar todo o tipo de coisas. Quando cresceu, a vida se tornou mais difícil. Filhos para criar, mãe separada para cuidar, o ex-marido que nunca saiu de casa... Com muita força e determinação, Joy lutou para levar uma vida boa e se tornar uma das maiores empresárias dos Estados Unidos. O filme concorre ao Oscar 2016 na categoria de Melhor atriz – Jennifer Lawrence.

O filme entrega uma mensagem forte de luta por esperança. A luta de Joy para vencer o mercado e conseguir vender seu produto é cativante e inspiradora. O roteiro entrega de uma forma heróica todo o esforço da personagem desde o início até o fim da trama. Porém, é um filme confuso e perdido em todo o resto. A ideia de apresentar Joy como uma personagem que possui uma organização familiar complicada e tem que levar o mundo inteiro em suas costas fica totalmente abalada e desconexa da história como um todo.

A produção foi toda elaborada visando o Oscar. O filme deixa isso muito claro. Jennifer Lawrence já é uma queridinha de Hollywood e ouso dizer que os produtores tinham a intensão de ver Bradley Cooper concorrendo como melhor ator coadjuvante. A carga dramática jogada no colo da personagem de Jennifer desconfigura todo o ideal de mulher forte que o filme se propunha a montar. Ao contrário, Joy acaba sendo uma garota que se perdeu e está à beira de perder a sua sanidade, dando ataques a todo momento em cenas que, nitidamente, foram inclusas para justificar uma indicação de Jennifer Lawrence ao prêmio.

David O. Russell, diretor de O lado bom da vida, retoma a parceria com Jennifer e Bradley Cooper e ficam visíveis algumas marcas de semelhança entre as duas obras. Como na outra produção, os personagens satélites possuem traços de problemas psicológicos. Em O lado bom da vida, Robert De Niro interpretava o pai de Bradley Cooper e era um homem viciado em apostas, além de ser altamente supersticioso. Essa estratégia de demonstrar as falhas psicológicas dos personagens satélites funcionou muito bem no outro filme, já que tinha como assunto principal a insanidade em si. Em Joy: O nome do sucesso, o que ocorre é uma cobrecarga de informações que não servem para nenhum propósito. Russell é um grande diretor, mas demonstrou uma enorme carência pela estatueta.
O filme engrena de verdade quando saímos da vida familiar de Joy e passamos a observar o lado empresarial da personagem. Neste momento, a personagem de Jennifer Lawrence se encontra realmente e consegue convencer que está na nossa frente. Deste ponto em diante, temos sim, um filme muito bom para assistir durante a tarde. Não chega a ser uma obra prima do cinema, mas é um bom filme.


E se o grande objetivo do filme foi indicar alguém para o Oscar, podemos concluir que deu muito certo. Jennifer Lawrence é, mais uma vez, indicada a melhor atriz, apesar de que, com uma atuação mediana e nada surpreendente, não deve sagrar-se vencedora, a menos que a Academia realmente insista em fazer dela a “queridinha de Hollywood”. O que temos é uma grande atriz em um papel. Não se pode dizer que ela atua mal, mas não há motivo aparente para uma premiação a nível de Oscar.

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