1 de fevereiro de 2016

Creed: Nascido para lutar

Lançamento: 14/01/2016
Dirigido por: Ryan Coogler
Com Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson e outros
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA




Quando se pensa que as franquias e boas histórias estão sendo finalmente concluídas após anos de produções e lançamentos, pode acreditar que está errado. Alguns títulos ganham novas continuações, outros remakes ou reboots. E diversos filmes de grande sucesso (e alguns até sem tanto) tem passado pela mesma situação, então não era de se esperar que com a  franquia de Rocky fosse diferente. Neste caso temos agora um spin-off, uma obra que pode ser vista e compreendida sem que a audiência tenha qualquer qualquer conhecimento sobre a obra original.

Neste filme agora acompanhamos a jornada do jovem lutador Adonis Johnson (interpretado por Michael B. Jordan), o filho ilegítimo do grandioso Apollo Creed. Que apesar de nunca ter conhecido seu pai, não nega que possui a mesma paixão e vocação para o boxe. Chega o momento em sua vida que decide dedicar todo seu tempo ao esporte, desistindo de tudo que tinha antes. Porém, sem usar o nome de seu pai, almejando o mérito próprio, o que torna seu objetivo ainda mai complicado. Nesse caminho acaba encontrando Rocky Balboa (interpretado por Sylvester Stallone), que mais tarde viria a ser seu treinador e amigo para superar as dificuldades de sua vida.

A participação de Stallone no filme parece que serviu como uma muleta para sustentarem a trama do mesmo. Parece estar lá como um lembrete de que tudo se passa no universo que ele criou, há inúmeras referências aos filmes dele e ao universo. Talvez suspeitassem da possibilidade do filme não ser bem recebido, mas pelo menos teriam ali o grande ídolo para amenizar o fracasso. Não é difícil considerar que o projeto tenha sido arriscado, considerando que não era mais uma história sobre o Rocky como protagonista, porque sua jornada já havia sido concluída. Mas o filme se saiu muito bem, não só como um spin-off, mas como uma obra única também. Deve-se dizer que a trama não escapa das previsibilidades e clichês, mas isso não a faz ser menos, afinal mesmo com o “mais do mesmo” é possível se divertir contanto que ele seja produzido com qualidade e zelo.

É muito bom ver que todos os personagens possuem dramas que se encontram perfeitamente com os outros, incluindo o par romântico de Adonis, Bianca (interpretada por Tessa Thompson), que não desempenha um papel essencial na história, mas garante um crescimento do protagonista. Todos tem uma boa química em cena e transformam os personagens em algo extremamente crível. E devemos mencionar novamente a participação de Stallone, já que o papel nesse filme de fato mostra-se marcante, afinal garantiu-lhe um Globo de Ouro na categoria de "Melhor ator coadjuvante de cinema", a indicação (até o momento) de "Melhor ator Coadjuvante" do Oscar e ainda a Indicação (até o momento também) do "Framboesa da Redenção" do Razzie Awards (Framboesa de Ouro). Isso mesmo após ter sido "premiado" com os títulos de "Pior ator da década" de 1990 e "Pior ator do século" XX. Não há como dizer que a atuação de Stallone é algo espetacular e sem igual, porque nem mesmo seu papel pedia isso. Mas ele consegue sem dúvida tocar algo em nós. Ele usa do seu maior personagem para transmitir sua experiência de vida e sabedoria pela tela. Por mais que como dito anteriormente sua presença seja uma muleta, sua participação não é forçada goela abaixo, é natural e bem vinda.

Creed é mais um capítulo muito bem vindo do universo de Rocky. Suas sequências de luta são de fazer vibrar. Ele não se propõe a ser incrível ou inigualável, ele é um filme como outro qualquer, porém com a capacidade de nos envolver de emoção e empolgação com sua trama. Algo que muitas obras hoje em dia não são capazes de fazer. Com certeza vai deixar os antigos fãs e o novo público muito satisfeitos.


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