
Lançamento: 21⁄ 05⁄ 2015
Dirigido por: Lula Buarque de Hollanda
Com: Lázaro Ramos, Alinne Moraes, Odilon Wagner e
outros
Gênero:
Drama
Nacionalidade: Brasil
O filme conta a
história de Vicente (Lázaro Ramos), um homem cujo trabalho se resume a alterar
os passados das pessoas. Quando ele recebe a visita de uma mulher misteriosa
(Alinne Moraes), ele encontra o seu maior desafio profissional e começa a se
interessar pela moça, tentando descobrir mais sobre ela.
A trama começa bem, e
possui um ritmo interessante na maior parte do tempo. É instigante e envolve o espectador
nos mistérios que vai estabelecendo. A história toda parte de uma boa
problemática: "O passado é tudo aquilo que você lembra, imagina que se
lembra, se convence que se lembra ou finge que se lembra.” Durante o filme,
apresenta bons questionamentos a cerca desta frase e possui um bom embasamento
dentro da trama.
O ritmo do filme é
inconstante, mas bem interessante (por um tempo). Em alguns momentos, vemos
muita coisa acontecendo em pouco tempo, e em outros, não vemos nada de
relevante acontecer. Essa mescla vai dando certo até a conclusão do filme.
Quando vai se aproximando do fim, a trama parece meio perdida e sem saber como
cortar o fluxo constante de acontecimentos. Por alguns segundos, antes da
última frase do filme, pensei que o filme se direcionava para um tenebroso
final que contradiria toda a proposta do filme. Felizmente, o “erro” é logo
corrigido, de uma forma contestável. Apesar de uma escolha inteligente, a
maneira como a história é corrigida ficou bem direta, e um filme com uma
temática tão inteligente merecia um final “mais cabeça”.
Quanto a atuação de
Lázaro Ramos e Alinne Moraes, não há nada de novo. São dois bons atores reprisando
papéis comuns, já apresentados por eles em outros momentos. Não é algo memorável
nem inesquecível. É o feijão com arroz dos dois. Lázaro Ramos já esteve em
papéis mais ousados, enquanto Alinne Moraes é isso mesmo, não é uma atriz de
grandes papéis.
O elenco de apoio é
suficiente, mas nada que se destaque também. O filme como um todo é
interessante e inteligente, mas não é uma obra prima nacional. É um ótimo filme
para um sábado a noite, só. A temática tinha mais potencial a se explorar e talvez
um filme mais longo poderia dar conta de trabalhá-la melhor.




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