Lançamento: 09⁄ 07⁄ 2015
Com Nat Wolff, Cara
Delevingne, Halston Sage e outros
Gênero: Aventura , Romance , Drama
Nacionalidade: EUA
É uma tendência natural
que livros com um grande hall de leitores recebam uma versão cinematográfica.
Sucessos como Harry Potter, Senhor dos Anéis e Jogos Vorazes comprovam a eficácia. Contudo, nem todas as representações
conseguem o sucesso esperado.
John Green é o cara do
momento na literatura americana. Depois de consagrar-se com A culpa é das estrelas, o autor engrena
em uma série de livros muito procurados. A primeira adaptação de um livro seu
conseguiu alcançar o público e era questão de tempo até que suas outras obras
começassem a ser procuradas. Sem mais enrolações, vamos ao cinema.
Cidades
de Papel conta a história do jovem Quentin, um garoto que
passou boa parte da sua vida apaixonado pela sua vizinha Margo. Sendo, durante
toda a sua vida, um jovem travado e que tenta não desrespeitar regras e ser um
modelo de comportamento, a vida de Quentin sofre uma reviravolta quando Margo
invade o seu quarto e o leva em uma “missão”. Após uma noite de vingança e
divertimento dos dois, a garota desaparece e Q começa a procurar pistas que
levem ao local onde sua amada está escondida.
Sim, Cidades de Papel é mais uma história
sobre o nerd impopular que se apaixona pela garota popular. É um clichê,
contudo, que conseguiu ser trabalhado de forma diferente pelo autor dentro do
livro. Toda a atmosfera que Jonh Green envolve no seu livro é, por si só,
diferente dos clichês. O humor é trabalhado no livro de uma forma peculiar do
autor, soando natural e sem o peso das piadas rotineiras em cima de “nerds”.
O grande problema do
filme foi ter sido produzido pela Fox. O que dizer de uma produtora que arruína
todos os sucessos literários em que toca? Percy
Jackson, As Crônicas de Narnia (Primeiro produzido pela Disney, depois pela
Fox) e agora Cidades de Papel. Ok, a
Fox fez um trabalho que agradou os fãs com A
culpa é das estrelas. Contudo, não soube trabalhar em cima do clichê de
John Green. Sendo sincero, não vejo muitas diferenças entre Cidades de Papel e Eu te amo, Beth Cooper. Talvez a única diferença seja que o segundo
é um besteirol e o primeiro é só besteira mesmo.
A Fox não soube
perceber as nuances da trama e transformou tudo em uma grande moral mais clichê
do que o próprio clichê do livro. O filme mais parecia uma série de homenagens
a A culpa é das estrelas. Desde a
participação de Ansel Elgort até a escolha de Nat Wolff para o papel principal.
Tudo parece conspirar para agradar os fãs da primeira adaptação com Easter Eggs pessimamente colocados.
O ponto alto da
adaptação é o núcleo de personagens principais (com a exceção de Cara
Delevingne). Nat Wolff foi uma escolha fundamentada no sucesso do filme
anterior, mas conseguiu dar conta do personagem. Entretanto a melhor de todas
as escolhas foi o ator Austin Abrams que deu vida a Bem Starling. O personagem
era um excelente alívio cômico no livro e conseguiu empenhar o mesmo
divertimento no filme.
O saldo final foi um
filme comum, que até distrai e pode agradar a um ou outro fã do livro menos
exigente, mas que não soube respeitar o cerne da obra de John Green e provou,
mais uma vez, que a Fox é a pior escolha para adaptar livros dentro de
Hollywood. Aos fãs de John Green, uma boa notícia: os direitos de Quem é você Alasca? foram comprados pela
Universal, quem sabe agora, teremos uma adaptação mais bem elaborada?



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