23 de julho de 2015

Pixels


Lançamento: 23⁄ 07⁄ 2015
Dirigido por: Chris Columbus
Com Adam Sandler, Michelle Monaghan, Kevin James e outros
Gênero: Ficção científica , Ação , Comédia
Nacionalidade: EUA


E se os jogos de videogame clássicos fossem uma raça alienígena? E se uma mensagem fosse mal interpretada e eles viessem atacar o nosso planeta? Pois é, esta é a premissa do filme Pixels. Acho desnecessário e redundante dizer que é uma premissa péssima e com muitas falhas. Adam Sandler figurava há um tempo entre os piores investimentos de Hollywood, não à toa. Conhecido por filmes com humor muito semelhante e um elenco comum de “amigos”, Adam se restringe aos filmes que ele próprio produz e se limita a continuar como um comediante estacionado no tempo.

Analisando friamente, pode-se dizer que todos os personagens de Adam Sandler são muito semelhantes. Em sua maioria, são personagens que passaram por uma transformação: ou são traumatizados que vem a ter um futuro brilhante ou têm um passado vitorioso e partem para um futuro degradante. Com mesma personalidade, fica muito difícil distinguir o nerd de Pixels do milionário de Gente Grande e do cirurgião plástico de Esposa de Mentirinha. Os filmes mudam, as histórias mudam, Adam Sandler não.

No entanto, deve-se admitir que Sandler ainda consegue fazer filmes engraçados. Apesar de uma premissa conturbada e de uma representação sem nenhuma atuação, as piadas conseguem ser novas, e engraçadas. O ponto alto dos filmes de Adam Sandler é o elenco de apoio. Se ele não contribui para a representação do personagem, os atores que são convidados a participar se entregam mais verdadeiramente aos personagens. Os destaques desta produção ficam ao encargo de Peter Dinklage e Josh Gad. Peter, conhecido por suas recentes personagens em Game of Thrones e X-Men: Dias de um
futuro esquecido, interpreta um personagem que nunca passou pela premissa de ser um nerd (como o personagem de Sandler), e faz uma participação engraçada e bem encaixada na trama. Josh, por outro lado, é um nerd um pouco mais característico e é o personagem mais engraçado do filme.


A comédia, como um todo, consegue superar a premissa deplorável, faz muitas referências aos videogames clássicos e consegue estabelecer um paralelo interessante entre os jogos antigos e novos. O humor não é excepcional, mas é bom, no mesmo nível das comédias de Adam Sandler no geral. Não é um sucesso como Click, mas já dá para superar o trauma de Adam ter sido o “pior investimento” do ano passado. Também é a rendição de Chris Columbus após ter fracassado ferozmente em Percy Jackson e o Ladrão de raios.


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