Lançamento: 20⁄ 08⁄ 2015
Com Glória Pires,
Antonia Morais, Emílio e outros
Gênero: Comédia
Nacionalidade: Brasil
As comédias brasileiras
precisam de um tempo para serem repensadas. O cinema brasileiro como um todo não
é ruim, mas é nas comédias que encontramos os piores exemplares, aqueles tão
ruins que chegam ser indefensáveis. Por vezes, um ou outro filme nacional de
comédia consegue ficar bem produzido, seja por causa de um elenco competente ou
de um roteiro inteligente ou até mesmo no caso de efeitos diversificados, como
é o caso de “Sorria, você está sendo
filmado” que já discutimos aqui no Cinema Mudo.
Glória Pires é uma
ótima atriz que já estrelou bons trabalhos em diversos momentos. “Se eu fosse você” é um dos exemplos, que
contava com um roteiro inteligente e atuações muito boas de Glória e Tony
Ramos. Já em Linda de morrer, a boa
atuação pareceu ter se escondido em um armário, e só o que pudemos ver foi uma
sucessão de expressões forçadas que passavam longe de uma boa atuação. A culpa,
no entanto, não é de Glória Pires. Não há um ator que tenha interpretado bem
neste filme. Nem um. Todas as atuações estavam fraquíssimas, devido,
principalmente, a um roteiro muito pobre, e que buscava uma linguagem informal,
mas acabava extravasando na informalidade. Os diálogos mais pareciam leituras
de chat de Facebook ou Whatsapp. Não colou.
A proposta do filme não
é nova, mas é, com certeza, atual. Discutir padrões de beleza sempre será
atual, mas a maneira como representar o assunto pode soar muito ruim. Um filme
que, durante sua moral, discursa sobre “a beleza ser relativa” e diz claramente
que “a beleza natural deve ser preferida em relação a beleza artificial”, não
pode apelar para piadas infames e preconceituosas. Por mais de um momento,
piadas de pessoas “gordas” dançando apareceram. Também piadas de
preconceituosas de cunho religioso. Isso é inaceitável em um filme que se
propõe a uma temática como a beleza.
Quanto aos personagens,
todos são mau trabalhados. Desde a protagonista, que, apesar da vaidade extrema
(como dito no filme) assume rapidamente que cometeu um erro até o psicólogo
[preconceituoso] que surta ferozmente. Isso se for descontar as participações bisonhas
de Viviane Pasmanter e de alguns outros personagens que apareciam para dar um
plano de fundo (figurantes com destaque). Lamentável.
O filme não é
engraçado. Não diverte e não provoca qualquer reflexão. Com muitas incoerências
dentro da própria lógica do filme, acredito que seja uma das piores produções
brasileiras atuais. Talvez pior até do que Copa
de Elite, que, pelo menos, sabia que era um besteirol. Resta a esperança de que não seja feita uma
sequência para o filme, como tem sido uma tendência dentro do mercado
brasileiro de comédia (vide Qualquer-gato
vira lata, Até que a sorte nos separe e o próximo a receber uma sequência: SOS: Mulheres ao mar).




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