Dirigido por: Guy
Ritchie
Com Henry Cavill, Armie
Hammer, Alicia Vikander e outros
Gênero: Espionagem , Ação , Comédia
Nacionalidade: EUA
Dizem que o cinema está
com pouca criatividade. Bem, isso definitivamente não é verdade. Só este ano,
três filmes de espionagem foram às telonas, cada um com uma cara completamente
diferente. Enquanto Kingsman trazia
uma espionagem moderna e camuflada com muito humor, Missão Impossível encantava com cenas de ação da forma mais
realista possível e quanto a Agente da
UNCLE, bem, tivemos outra surpresa.
Quando soube que Guy
Ritchie seria o diretor desta adaptação, tentei imaginar como ficaria o filme.
Ritchie é conhecido pelas recentes adaptações de Sherlock Holmes com Robert Downey Jr. no papel do detetive. O que
um diretor que tinha feito sucesso com filmes de detetive poderia adicionar a
um filme de espionagem? Não me desapontei. A lábia do Sherlock foi repassada
para Solo e os movimentos mais sutis dos personagens passavam a ser também os
mais importantes. O filme carrega também uma aura diferente consigo. Não é um
filme nada convencional. O recorte das telas, a trilha sonora, tudo contribuiu
para que não fosse “mais um filme de espionagem” mas sim um filme que vale a
pena ser visto.
A dinâmica entre os
personagens de Henry Cavill e Armie Hammer também é algo a se destacar durante
o filme. Um filme que trata a guerra fria não poderia de deixar de apresentar
um ar de disputa entre o russo e o americano. Em todas as cenas, eles tentavam
disputar quem tinha o melhor treinamento, as melhores armas e os melhores
planos. Nada como transportar o macro para o micro, trazendo um confronto como
a Guerra Fria e a corrida tecnológica para o um universo plausível: dois homens
tentando se provar um melhor do que o outro.
Outro aspecto que chama
bastante atenção: o filme não tem medo de falar idiomas. Trafega do inglês para
o alemão, para o russo, para o italiano a todo momento, carregando muito mais
verossimilhança para a obra. Ver dois personagens alemães se comunicando no
idioma alemão não é a mesma coisa do que vê-los falando em inglês. É importante
que o cinema perca o medo de ser internacional e se arrisque em falar vários idiomas
quando preciso. Ponto super-à-favor para o filme.
A trilha sonora do
filme é um tópico a parte. Não há nada mais engraçado do que ouvir a trilha. Ao
invés de músicas mais épicas e orquestradas, o filme escolhe fazer o
inimaginável, usar músicas dos mais variados tipos. A comédia se faz sozinha. Agente da UNCLE está muito mais próximo
de Kingsman do que de Missão Impossível. O filme é mais
engraçado do que de ação, contudo retrata a ação de uma forma bem engraçada,
surgindo muito mais como plano de fundo de cenas do que como plano principal.
O quadro geral do filme
é muito bom. Com um elenco interessante e um diretor que vem se mostrando muito
bom, Agente da UNCLE é um filme
diferente do que o cinema tem apresentado.





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