7 de setembro de 2015

Agente da UNCLE


Lançamento: 03⁄ 09⁄ 2015
Dirigido por: Guy Ritchie
Com Henry Cavill, Armie Hammer, Alicia Vikander e outros
Gênero: Espionagem , Ação , Comédia
Nacionalidade: EUA


Dizem que o cinema está com pouca criatividade. Bem, isso definitivamente não é verdade. Só este ano, três filmes de espionagem foram às telonas, cada um com uma cara completamente diferente. Enquanto Kingsman trazia uma espionagem moderna e camuflada com muito humor, Missão Impossível encantava com cenas de ação da forma mais realista possível e quanto a Agente da UNCLE, bem, tivemos outra surpresa.

Quando soube que Guy Ritchie seria o diretor desta adaptação, tentei imaginar como ficaria o filme. Ritchie é conhecido pelas recentes adaptações de Sherlock Holmes com Robert Downey Jr. no papel do detetive. O que um diretor que tinha feito sucesso com filmes de detetive poderia adicionar a um filme de espionagem? Não me desapontei. A lábia do Sherlock foi repassada para Solo e os movimentos mais sutis dos personagens passavam a ser também os mais importantes. O filme carrega também uma aura diferente consigo. Não é um filme nada convencional. O recorte das telas, a trilha sonora, tudo contribuiu para que não fosse “mais um filme de espionagem” mas sim um filme que vale a pena ser visto.

A dinâmica entre os personagens de Henry Cavill e Armie Hammer também é algo a se destacar durante o filme. Um filme que trata a guerra fria não poderia de deixar de apresentar um ar de disputa entre o russo e o americano. Em todas as cenas, eles tentavam disputar quem tinha o melhor treinamento, as melhores armas e os melhores planos. Nada como transportar o macro para o micro, trazendo um confronto como a Guerra Fria e a corrida tecnológica para o um universo plausível: dois homens tentando se provar um melhor do que o outro.

Outro aspecto que chama bastante atenção: o filme não tem medo de falar idiomas. Trafega do inglês para o alemão, para o russo, para o italiano a todo momento, carregando muito mais verossimilhança para a obra. Ver dois personagens alemães se comunicando no idioma alemão não é a mesma coisa do que vê-los falando em inglês. É importante que o cinema perca o medo de ser internacional e se arrisque em falar vários idiomas quando preciso. Ponto super-à-favor para o filme.

A trilha sonora do filme é um tópico a parte. Não há nada mais engraçado do que ouvir a trilha. Ao invés de músicas mais épicas e orquestradas, o filme escolhe fazer o inimaginável, usar músicas dos mais variados tipos. A comédia se faz sozinha. Agente da UNCLE está muito mais próximo de Kingsman do que de Missão Impossível. O filme é mais engraçado do que de ação, contudo retrata a ação de uma forma bem engraçada, surgindo muito mais como plano de fundo de cenas do que como plano principal.


O quadro geral do filme é muito bom. Com um elenco interessante e um diretor que vem se mostrando muito bom, Agente da UNCLE é um filme diferente do que o cinema tem apresentado. 


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