8 de setembro de 2015

Revitalização de franquias: O que fazer? O que não fazer?

Um dos maiores questionamentos atuais acerca do cinema é quanto a criatividade das suas obras. Muitos alegam que a inspiração acabou em Hollywood e que os filmes atuais são todos tentativas de revitalizar franquias e fazer dinheiro em cima delas. Bem, que o dinheiro move o mundo não é novidade para ninguém, mas será que os universos criados nas franquias devem ser deixados de lado? Quando saber se já é a hora de parar? Que franquias mereciam ter tido um final e ainda não tiveram?

O caso mais atual talvez seja Star Wars. O Universo criado por George Lucas está prestes a ser expandido e deve continuar no ar por muitos anos. Se deve continuar assim? A resposta é óbvia, claro! Não há limites para o que foi constituído no universo da saga. É evidente que o arco principal, com Luke, Leia e Han Solo não tem mais tanto espaço, seria desgastar demais a imagem dos personagens já conhecidos pelo público. Embora devam aparecer em Star Wars: O despertar da força, está mais do que óbvio que não serão os protagonistas desta aventura. O universo de Lucas é imenso, repleto de planetas e questões político-espaciais que ainda não foram debatidas. Não seria falta de criatividade mais quinze filmes da franquia. Pelo contrário, seria de uma imensa criatividade.

Outro caso debatido é em torno da franquia de J.K. Rowling. O final de Harry Potter marcou mais de uma geração e deixou fãs esperando por novidades. Recentemente foi confirmado a adaptação de Animais Fantásticos e Onde Habitam. O universo mágico da franquia ainda tem muito a se explorar. Novamente, o trio principal não poderia mais ser o centro das atenções, mas não seria pedir demais que a autora se sentasse junto a Warner para discutir sobre filmes dentro deste universo. Seria, de fato, muito interessante. A escolha por adaptar o livro spin-off de Harry Potter me incomoda. Pessoalmente, não quero ver um filme sobre animais fantásticos. Um filme com animais fantásticos e feitiços já seria outra coisa. O elenco confirmado para o filme promete ser bastante interessante, mas o título do spin-off é BEM RUIM. Não precisava levar o nome de um livro, bastava que fosse algo novo.

Outras franquias como Mad Max e Jurassic Park também estão de volta. Franquias com propostas cinematográficas muito claras e que podem retornar o cinema quando quiserem. No entanto, alguns detalhes específicos devem ser tomados para o futuro destes universos. Tomemos o caso de Jurrasick Park⁄World: Primeiro, um parque com dinossauros que acaba em uma terrível tragédia. A continuação do filme não seria lógica caso se mantivesse no mesmo enredo. Quantos parques precisariam ser feitos até que os capitalistas percebessem o perigo que sofrem? Em contra-mão, seria interessante se as continuações levassem os debates da clonagem para esferas maiores. Um filme com homens caçando dinossauros? Excelente. Outros parques? Arriscado.


Em suma, recriar em cima de universos já existentes é uma boa saída, que pode render um bom montante nas bilheterias, mas deve-se atentar para não desgastar os personagens, não banalizar as histórias e não buscar repetir as mesmas fórmulas. Os universos já estão criados, só é necessário mentes trabalhando por trás deles.


Nenhum comentário:

Postar um comentário