Um dos maiores
questionamentos atuais acerca do cinema é quanto a criatividade das suas obras.
Muitos alegam que a inspiração acabou em Hollywood e que os filmes atuais são
todos tentativas de revitalizar franquias e fazer dinheiro em cima delas. Bem, que
o dinheiro move o mundo não é novidade para ninguém, mas será que os universos
criados nas franquias devem ser deixados de lado? Quando saber se já é a hora
de parar? Que franquias mereciam ter tido um final e ainda não tiveram?
O caso mais atual
talvez seja Star Wars. O Universo
criado por George Lucas está prestes a ser expandido e deve continuar no ar por
muitos anos. Se deve continuar assim? A resposta é óbvia, claro! Não há limites
para o que foi constituído no universo da saga. É evidente que o arco
principal, com Luke, Leia e Han Solo não tem mais tanto espaço, seria desgastar
demais a imagem dos personagens já conhecidos pelo público. Embora devam
aparecer em Star Wars: O despertar da
força, está mais do que óbvio que não serão os protagonistas desta
aventura. O universo de Lucas é imenso, repleto de planetas e questões político-espaciais
que ainda não foram debatidas. Não seria falta de criatividade mais quinze
filmes da franquia. Pelo contrário, seria de uma imensa criatividade.
Outro caso debatido é
em torno da franquia de J.K. Rowling. O final de Harry Potter marcou mais de uma geração e deixou fãs esperando por
novidades. Recentemente foi confirmado a adaptação de Animais Fantásticos e Onde Habitam. O universo mágico da franquia
ainda tem muito a se explorar. Novamente, o trio principal não poderia mais ser
o centro das atenções, mas não seria pedir demais que a autora se sentasse
junto a Warner para discutir sobre filmes dentro deste universo. Seria, de
fato, muito interessante. A escolha por adaptar o livro spin-off de Harry Potter me incomoda. Pessoalmente, não quero ver
um filme sobre animais fantásticos. Um filme com animais fantásticos e feitiços
já seria outra coisa. O elenco confirmado para o filme promete ser bastante
interessante, mas o título do spin-off
é BEM RUIM. Não precisava levar o nome de um livro, bastava que fosse algo
novo.
Outras franquias como Mad Max e Jurassic Park também estão de volta. Franquias com propostas
cinematográficas muito claras e que podem retornar o cinema quando quiserem. No
entanto, alguns detalhes específicos devem ser tomados para o futuro destes
universos. Tomemos o caso de Jurrasick Park⁄World: Primeiro, um parque com
dinossauros que acaba em uma terrível tragédia. A continuação do filme não
seria lógica caso se mantivesse no mesmo enredo. Quantos parques precisariam
ser feitos até que os capitalistas percebessem o perigo que sofrem? Em
contra-mão, seria interessante se as continuações levassem os debates da
clonagem para esferas maiores. Um filme com homens caçando dinossauros?
Excelente. Outros parques? Arriscado.
Em suma, recriar em
cima de universos já existentes é uma boa saída, que pode render um bom
montante nas bilheterias, mas deve-se atentar para não desgastar os
personagens, não banalizar as histórias e não buscar repetir as mesmas
fórmulas. Os universos já estão criados, só é necessário mentes trabalhando por
trás deles.



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