Em 2010, Tim Burton
dirigiu Alice no País das Maravilhas
e criou uma releitura em live-action
de uma das histórias mais conhecidas do mundo e também de um dos clássicos mais
antigos da Disney. O sucesso foi gigantesco, tanto que foi anunciada a
continução: Alice Através do espelho.
Desde então, outros clássicos foram adaptados para live-action e muitos outros foram confirmados em produção.
Cinderela
recebeu uma adaptação no início deste ano. Comparando as duas obras, fica clara
a diferença. Se, por um lado, a participação de atores torna a obra mais viva
diante de nossos olhos, por outro, a musicalidade é posta um tanto de lado.
Tornou-se comum os filmes da Disney se encherem de músicas e isto ficou como
parte da identidade das suas obras. No entanto, se a ideia do live-action é tornar as histórias mais
reais e mais vivas, é comum que algumas músicas sejam cortadas. Também já
sabemos que Mogli: O menino lobo será
adaptado e, ao que parece, a ideia é semelhante a proposta em Cinderela, algo mais realista e com mais
efeitos especiais, deixando de lado a musicalidade.
Outra adaptação que já
foi anunciada é A Bela e a Fera, que
terá Emma Watson (Hermione de Harry
Potter) como a protagonista. É uma excelente atriz e será interessante
vê-la em um papel mais lúdico. No entanto, A
Bela e a Fera é um dos filmes mais musicais da Disney e que não tem tanta
história. No todo, o filme só dará certo como um musical de verdade. [Que é o
que parece que se tornará.] Confesso, sou suspeito a falar, mas acho que este
pode ser o melhor live-action que a
Disney programou.
O grande triunfo da
Disney está sendo a série Once Upon a
Time. Além de uma excelente série, serve como um laboratório para a
produtora testar personagens e também para reanimar personagens que podem não
ter a devida atenção do público por enquanto. No entanto, a série parece estar
funcionando como uma via de mão dupla, já que na mesma medida em que a série
testa para o cinema, os fãs da série tem pedido para personagens do cinema
migrarem para a série.
A primeira e a segunda
temporadas da série foram bem descompromissadas. Com uma ideia bastante
simples, a trama foi seguindo tranquilamente e com bastante calma, conseguindo
ser bem interessante. Contudo, foi na terceira temporada que tudo mudou. Com a
inclusão de personagens um pouco mais interessantes, a série encontrou o seu
tom na Terra do Nunca de Peter Pan e
no mundo de Oz. A partir daí, a série
passou a trabalhar em cima de personagens que o público pedia. A quarta
temporada começa com os personagens do aclamadíssimo longa Frozen e a quinta temporada já promete Merida de Valente.
Como um todo, a Disney
tem tudo para se dar bem com os seus live-action.
Tem provado que consegue pensar em coisas diferentes e também possui um
excelente laboratório na série da ABC. Minha única observação é que a produtora
pode procurar o caminho inverso também. Já que, em Once Upon a Time, a série explora personagens que não receberam
filmes em animação, a Disney pode pensar em produzir algo animado sobre Rumplestilstikin e outros personagens
que tem funcionado bem na série.



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