15 de setembro de 2015

Flash, Arrow e Gotham: As séries da DC na televisão

Atualmente, temos uma porção de material sobre quadrinhos e, principalmente, de super-heróis. Nos cinemas, Marvel e DC disputam seu espaço nas bilheterias e corações dos fãs. Já na televisão, a disputa é mais amena, mas ainda existe alguma rivalidade e muita diversidade no trabalho das duas marcas. A Marvel fechou uma parceria com a Netflix e atualmente adapta os Defensores para a internet, já na televisão, junto à ABC, Agent Carter e Agent’s of Shield levam o nome da editora. (Falaremos dessas séries em breve). A DC, no entanto, escolheu criar um universo diferente dos cinemas e está criando a própria legião de super-heróis nas séries Arrow, Flash e Legend’s of Tomorrow. Além disso, o universo DC também é representado na série Gotham.

O universo construído em Arrow é excelente. De início, a série começou bem tímida. Com muitos receios, tentaram transformar o Arqueiro Verde em uma cópia do Batman com arco e flecha. Depois, a série foi perdendo a vergonha e chegou a uma segunda temporada sensacional, com vilões bem estruturados e já visando a criação de um universo ainda maior. Da segunda temporada, surgiu a série Flash que conseguiu superar as expectativas. Já a terceira temporada do Arqueiro, se perdeu novamente. Com uma trama totalmente desconexa de relações sentimentais, a série não soube explorar nenhuma das relações e se embolou muitas vezes entre a caricatura ou ausência de emoções. Pode-se dizer que a terceira temporada é digna de novelas mexicanas.

Flash é o futuro da DC na televisão. A série surpreendeu de todas as formas possíveis. Se havia murmúrios sobre o ator protagonista ter estrelado Glee, a série fez disso uma grande piada e seguiu em frente, com muito mais humor do que esperamos dos trabalhos da DC. Esta série conseguiu tornar didáticos, muitos dos conceitos mais complexos do universo dos quadrinhos como “viagens no tempo”, “universos paralelos” e “força de aceleração”. A série soube cativar no suspense e acertou em cheio na dinâmica dos personagens. Tudo ocorreu de forma tão brilhante, que foi anunciado outro spin-off, voltado muito mais para o mundo retratado em Flash do que o que foi retratado em Arrow.

Mas toda família tem a sua ovelha negra. No caso da DC, esta é Gotham. A proposta sempre pareceu cativante: “criar uma série sobre o universo do Batman, SEM O BATMAN”. Excelente ideia. No papel. Na prática, Bruce Wayne não só surgiu em diversos momentos, como teve metade da sua trajetória contada na série. Em alguns momentos, eu chegava a me perguntar se ele usaria o traje do cavalheiro das sombras em algum episódio, por que a cronologia desconexa dos quadrinhos induziu a pensar que ele já estava quase se tornando um herói. Gotham ainda não sabe se quer ou não ser parte da trilogia de Chistopher Nolan para o cinema. Ora parece que é, ora temos certeza que não. Com personagens ruins e fictícios, a série se perdeu ao extremo. Quis inserir mais personagens do que podia dar conta e chegou ao final da temporada sem saber o que fazer. Quando teve de se perguntar: “qual a grande história da temporada?”, não souberam dar a resposta e tiveram de criar um super-
vilão (que não tinha nada de super) para figurar no elenco por 3 insignificantes capítulos.


Lógico que nem tudo são espinhos. O Pinguim é a melhor coisa da série. O melhor personagem disparado. A série fez com que ele trilhasse um caminho no qual você nunca sabia se ele era idiota ou um gênio, sempre fazendo um jogo duplo que o levou a uma jornada incrível. Por trás de um grande personagem, lógico, uma grande atuação. Por outro lado, Barbara Gordon é a pior coisa da série. Sem nenhuma razão de ser, a personagem surgiu não conseguiu se encaixar em nenhum momento. Nada do que fazia parecia ter gravidade alguma e ficava sempre a pergunta: “quando será que vão desistir de Barbara Gordon?”. Aparentemente, nunca. O Finale da série é excelente, mas ao que parece, os mesmos erros da primeira temporada devem se repetir no ano dois. Um lamento para os fãs da DC.


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