Atualmente, temos uma
porção de material sobre quadrinhos e, principalmente, de super-heróis. Nos
cinemas, Marvel e DC disputam seu espaço nas bilheterias e corações dos fãs. Já
na televisão, a disputa é mais amena, mas ainda existe alguma rivalidade e muita
diversidade no trabalho das duas marcas. A Marvel fechou uma parceria com a
Netflix e atualmente adapta os Defensores para a internet, já na televisão,
junto à ABC, Agent Carter e Agent’s of Shield levam o nome da
editora. (Falaremos dessas séries em breve). A DC, no entanto, escolheu criar
um universo diferente dos cinemas e está criando a própria legião de
super-heróis nas séries Arrow, Flash e Legend’s of Tomorrow. Além disso, o universo DC também é
representado na série Gotham.
O universo construído em
Arrow é excelente. De início, a série
começou bem tímida. Com muitos receios, tentaram transformar o Arqueiro Verde
em uma cópia do Batman com arco e flecha. Depois, a série foi perdendo a
vergonha e chegou a uma segunda temporada sensacional, com vilões bem
estruturados e já visando a criação de um universo ainda maior. Da segunda
temporada, surgiu a série Flash que
conseguiu superar as expectativas. Já a terceira temporada do Arqueiro, se
perdeu novamente. Com uma trama totalmente desconexa de relações sentimentais,
a série não soube explorar nenhuma das relações e se embolou muitas vezes entre
a caricatura ou ausência de emoções. Pode-se dizer que a terceira temporada é
digna de novelas mexicanas.
Flash
é
o futuro da DC na televisão. A série surpreendeu de todas as formas possíveis.
Se havia murmúrios sobre o ator protagonista ter estrelado Glee, a série fez disso uma grande piada e seguiu em frente, com
muito mais humor do que esperamos dos trabalhos da DC. Esta série conseguiu
tornar didáticos, muitos dos conceitos mais complexos do universo dos
quadrinhos como “viagens no tempo”, “universos paralelos” e “força de
aceleração”. A série soube cativar no suspense e acertou em cheio na dinâmica
dos personagens. Tudo ocorreu de forma tão brilhante, que foi anunciado outro spin-off, voltado muito mais para o
mundo retratado em Flash do que o que
foi retratado em Arrow.
Mas toda família tem a
sua ovelha negra. No caso da DC, esta é Gotham.
A proposta sempre pareceu cativante: “criar uma série sobre o universo do
Batman, SEM O BATMAN”. Excelente ideia. No papel. Na prática, Bruce Wayne não
só surgiu em diversos momentos, como teve metade da sua trajetória contada na
série. Em alguns momentos, eu chegava a me perguntar se ele usaria o traje do
cavalheiro das sombras em algum episódio, por que a cronologia desconexa dos
quadrinhos induziu a pensar que ele já estava quase se tornando um herói. Gotham ainda não sabe se quer ou não ser
parte da trilogia de Chistopher Nolan para o cinema. Ora parece que é, ora
temos certeza que não. Com personagens ruins e fictícios, a série se perdeu ao
extremo. Quis inserir mais personagens do que podia dar conta e chegou ao final
da temporada sem saber o que fazer. Quando teve de se perguntar: “qual a grande
história da temporada?”, não souberam dar a resposta e tiveram de criar um
super-
vilão (que não tinha nada de super) para figurar no elenco por 3
insignificantes capítulos.
Lógico que nem tudo são
espinhos. O Pinguim é a melhor coisa da série. O melhor personagem disparado. A
série fez com que ele trilhasse um caminho no qual você nunca sabia se ele era
idiota ou um gênio, sempre fazendo um jogo duplo que o levou a uma jornada
incrível. Por trás de um grande personagem, lógico, uma grande atuação. Por
outro lado, Barbara Gordon é a pior coisa da série. Sem nenhuma razão de ser, a
personagem surgiu não conseguiu se encaixar em nenhum momento. Nada do que
fazia parecia ter gravidade alguma e ficava sempre a pergunta: “quando será que
vão desistir de Barbara Gordon?”. Aparentemente, nunca. O Finale da série é
excelente, mas ao que parece, os mesmos erros da primeira temporada devem se
repetir no ano dois. Um lamento para os fãs da DC.



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