16 de setembro de 2015

A esperança é a última que morre


Lançamento: 03⁄ 09⁄ 2015
Dirigido por: Calvito Leal
Com: Dani Calabresa, Katiuscia Canoro, Danton Mello e outros
Gênero : Comédia
Nacionalidade : Brasil


Hortência (Dani Callabresa) é repórter de um telejornal em Nova Brasília que está prestes a realizar seu sonho de ser âncora. Sempre cobrindo notícias “menos prestigiadas”, ela vai disputar a vaga com Vanessa (Katiuscia Canoro), uma repórter de mais renome e prestígio, favorita para o cargo. As coisas mudam quando Hortência e seus dois amigos Eric (Danton Mello) e Ramon (Rodrigo Sant’anna) resolvem criar uma história fictícia para ajudá-la a vencer a disputa. Os amigos criam então o “Assassino dos Provérbios”, um serial-killer que prepara suas vítimas de acordo com provérbios.

Com um elenco como este, não poderia se esperar uma comédia divina. Dani Callabresa é terrível como comediante e o fato de ela não ter estragado a dublagem de Divertida Mente ou de não ter comprometido em Superpai não a coloca como uma boa atriz. Sua atuação é péssima e puramente inexpressiva. Sua personagem além de infame não tem o menor esboço de humor ou de expressividade. Katiuscia Canoro entra no mesmo barco. A única diferença entre as duas é que Katiuscia conseguiu estragar a dublagem de Divertida Mente, mas, ao que parece, como atriz, é pouco melhor que Callabresa, mas ainda assim, não consegue fazer rir.

Rodrigo Sant’anna nunca teve graça. Por um passageiro momento conseguiu alguns admiradores no Zorra Total, mas, tão logo foi vista a sua graça e ela já sumiu. Desde então, a carreira do ator se resume às suas aparições deprimentes que a Globo tenta empurrar goela abaixo dos espectadores. No filme, não decepcionou, foi o desastre que prometia ser, como de costume. Já o ator Danton Mello tem que tomar cuidado por onde anda. O filme Superpai já demonstrou que tipo de “comédia” o ator vinha se metendo e, desde então, vem integrando o hall de maus comediantes junto com seus companheiros de filme já citados.

O roteiro da produção é bem medíocre. Não bastava a história estapafúrdia que tentaram empurrar, as piadas são de pouquíssima graça (para não dizer de nenhuma) e ainda incluem algumas [tentativas] de crítica político-social, muito mal executadas. Nada de se surpreender. Como já deixei claro em
posicionamento aqui diversas vezes, o maior problema da indústria cinematográfica brasileira é não saber que tipo de filme produz, assim sendo, A Esperança é a última que morre é mais um besteirol que se diz ser comédia, mas está bem longe do gênero.

Por fim, reservei algumas observações quanto à trama. Não é de meu feitio comentar fatos da história, mas, como não recomendo que ninguém veja o filme, farei os comentários que me cabem. No entanto, se algum aficionado quiser se “surpreender” com a trama, recomendo que finde aqui a sua leitura.


Bem, eles cometeram um crime certo? Violação de cadáver e mais uma série de crimes que não me cabe enumerar. Eis que então o filme anuncia “seis meses depois” e então o trio principal tem uma funerária famosa. Como assim? Os dois homens que participaram de uma tentativa de homicídio são recolhidos por muito tempo e os três que cometem uma série de crimes passam seis meses em serviço comunitário? Queridos, isso pode ser até Brasil, mas falta muito cacife para que os três sejam livres de uma pena tão grave. Espero apenas que isso seja mais uma das piadas ruins do filme, porque se for uma conclusão lógica, tenho medo do que esse pessoal possa vir a aprontar novamente. É a pior comédia brasileira dos últimos tempos (pior até que Copa de Elite).


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