Terça-feira (15),
falamos aqui das séries da DC, onde exaltamos o potencial da série The Flash e tecemos algumas críticas a
série Gotham. Lógico que é impossível
comentar todas as séries e por isso deixamos de fora Constantine (recentemente cancelada) e Supergirl (que ainda não estreou oficialmente), mas voltaremos a
comentar estas séries tanto como voltaremos a falar das séries da Marvel que
não forem abordadas devidamente nesta matéria.
Na televisão, a Marvel
optou por expandir seu universo cinematográfico com a série Agent’s of Shield e o resultado agradou
os fãs. Muito embora a série tenha começado com o pé errado, ressucitando Phil
Coulson (morto em Vingadores), a
série foi mostrando com o tempo que sabia o que estava fazendo. Como Gotham na DC, Agent’s of Shield começou bem fraca. Seus episódios eram muito
isolados e não criavam nenhum tipo de conflito para ser abordado com o tempo.
No entanto, ao contrário da série do DC, a Marvel soube perceber seu erro e
colocou a trama no eixo. A série passou a engrenar da metade para frente e se
tornou um carro-chefe do Estúdio, visto que agora está servindo como ponte para
introduzir os Inumanos no MCU.
O sucesso conquistado
com Agent’s of Shield deu origem ao
spin-off Agent Carter.
Particularmente, apesar de ter gostado da série, não superou minhas
expectativas. Talvez, tenha faltado a série apresentar mais da criação da
Shield realmente. A série se focou em um arco de pouca importância que
desvalorizou bastante a imponência da personagem para o MCU. Peggy Carter é uma
das personagens femininas mais importantes da Marvel, junto talvez com a Viúva
Negra, é injusto que uma personagem deste nível seja reduzida a uma série feita
para preencher a lacuna de Agent’s of
Shield. Se por um lado ter poucos episódios torna a trama mais objetiva,
por outro, a coloca como uma sub-série do universo.
Quanto a parceria entre
a Marvel e a Netflix, ainda há muito o que descobrir sobre os planos das duas,
mas acho que o resultado já é bem satisfatório. As duas conseguiram construir
algo que seja parte do MCU, mas que consegue se concluir de forma independente.
O resultado de Demolidor agradou
muito aos fãs. A Marvel que é conhecida pelo seu jeito de ser bem mais leve e
engraçado do que a DC, conseguiu produzir algo sombrio e obscuro, mas sem
perder a essência do personagem. Como ponto positivo, a série conseguiu levar
muito bem seus personagens e trabalhá-los da forma mais sóbria possível.
Ainda este ano, Jessica Jones sairá na Netflix e as expectativas
são bem grandes devido ao sucesso que a parceria vem fazendo. Do jeito que as
coisas andam, a Marvel dificilmente vai encontrar problemas em aumentar o seu
universo, mantendo, nos cinemas, os personagens mais leves e, na Netflix, personagens
mais dramáticos e pesados, conseguindo provar que o gênero de super-heróis é
bastante maleável e tem muitas opções ainda.


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