Lançamento: 17⁄ 09⁄ 2015
Dirigido por: Wes Ball
Gênero: Aventura ,
Ficção científica , Ação
Nacionalidade: EUA
Depois de sair do
Labirinto, Thomas e os outros clareanos ainda têm dificuldades em descobrir
quem são os seus verdadeiros inimigos. E quando percebem que foram “resgatados”
pelo CRUEL, vão enfrentar o Deserto e fazer de tudo para fugir mais uma vez.
Desde que as indústrias
Hollywoodianas resolveram investir em adaptações de livros e em cenários pós-apocalípticos,
tivemos algumas boas surpresas e outras bem desagradáveis. Um bom exemplo é a
saga Jogos Vorazes que termina em
novembro deste ano deixando uma produção brilhante nas telonas. Um mau exemplo
é a saga Divergente que mistura de
todas as influências possíveis e faz um filme com cara de nada. O primeiro Maze Runner apresentava um cenário bem
parecido com o de Jogos Vorazes, mas
ainda apostava em mais efeitos visuais e num ambiente com muitas criaturas fictícias,
feitas por computação, enquanto a outra saga apostava em uma atmosfera mais política
para cativar o público.
Nos livros, o
diferencial de Maze Runner é que a
história compartilha de vários personagens protagonistas. Thomas (Dylan O’Brien)
é apenas um deles, que, por acaso, conta a história. Na obra de James Dashner,
os outros clareanos (tais como Newt, Minho, Winston e Caçarola; além de Aris)
tem muito mais visibilidade e importância dentro da trama. No entanto, como já
era de se esperar, a Fox OUTRA VEZ, desacata a criatividade do autor original,
com o intuito de criar um herói da maneira mais comum. Dado o cenário
construído no filme, não julgarei a obra com base nos livros de Dashner (que
são infinitamente superiores).
Bem, Thomas é um
personagem vulgarmente qualquer. Sem expressividade e sem criatividade, ele
lembra uma série de quinhentos outros personagens iguais a ele, mas a atuação
de Dylan O’Brien traz uma aparência tosca e mecânica para a personagem. Não
existem relações bem estabelecidas entre as personagens. Thomas salva porque é
o que um “herói” deve fazer. A personagem segue então uma jornada do herói
muito clara e objetiva. O cenário começa a desmoronar e, então, uma série de
desventuras surgem para que a personagem tenha que superar as dificuldades e se
tornar um herói. Clássico e sem originalidade.
A trama até agora não
se faz clara. Existem furos nos discursos de todos os personagens. A Fox parece não ter definido se a imunidade
dos clareanos é devido a um fator biológico, psicológico ou médico. Além do
mais, o Deserto que é dito no filme como um causador de muitas mortes não é
nada mais do que uma praia sem água. O calor do Rio de Janeiro deve matar mais
do que aquele deserto. Em nenhum momento há alguma menção sobre os personagens
terem suas peles queimadas ou sobre sentirem sede. Do contrário, parece que o
suprimento de água é bem razoável.
O filme perdeu
completamente a essência do título. Maze
Runner: Prova de fogo não faz sentido dentro da atmosfera criada por Wes
(diretor) e pela Fox. Fica apenas como uma forma de identificação com o livro,
algo que, na minha opinião, não faz sentido, dada a forma como o filme desrespeita
a cronologia do livro.
O que ainda vale a pena
de se ver é a atuação de Kaya Scodelario e de Giancarlo Esposito, dois grandes
atores que conseguem convencer nos seus personagens que, infelizmente, foram
mau-escritos por Wes, aparecendo como mais dois elementos clichês dos filmes
deste gênero. Mesmo assim, gosto da maneira como Giancarlo deixa estampado que
o seu personagem é previsível. Quanto a personagem de Kaya, discordo do que a
atriz disse sobre ser uma “personagem forte”. O que o filme faz parecer é que
seja uma personagem assustada e frágil.
Os efeitos especiais
são bons, e tinham mesmo que ser, afinal parece ser a única coisa que a Fox
pretende vender com o filme. Desvirtuado da atmosfera do primeiro filme, Maze Runner é um filme regular, sem nada
de incrível ou novo, apenas mais um Divergente
no mundo. Merecia ser mais.



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