Dirigido por: Genndy
Tartakovsky
Com Adam Sandler, Andy
Samberg, Selena Gomez e outros
Gênero: Animação ,
Fantasia , Comédia
Nacionalidade: EUA
Depois de ter rolado o tchan entre a vampira Mavis e o
humano Jonathan, o casal continua morando no Hotel Transilvânia e, agora, os
dois têm um filho. Apesar de Drácula fazer de tudo para que seu neto seja mais
um vampiro da linhagem da família, o pequeno Dennis não mostra sinais de ser um
monstro. É hora então do seu avô mostrar tudo o que sabe para ver se a sua
monstruosidade surge naturalmente.
O filme começa de forma um tanto confusa e
muito rápida. De certa forma, causa a impressão de faltar pedaços ou de não ter
uma linha narrativa definida. Apesar da demora, o filme encontra sim um caminho
e é quando se encontra que a história começa a ficar engraçada de fato. A ideia
do filme muda um pouco em relação ao primeiro filme da franquia. Enquanto no
primeiro a ideia era um humano se escondendo num castelo de monstros, o segundo
já parece se voltar mais para os monstros clássicos tratando-os como idosos e
mostrando suas dificuldades em assustar atualmente.
Em se tratando de uma
comédia, é interessante como a obra conseguiu abranger piadas mais engraçadas
do que o primeiro. O humor é sentido de uma forma menos forçada e até mais
inteligente. Considerando que a história encontrada para o filme é fraca,
pode-se dizer que o humor sustenta o fracasso da narrativa e torna o filme ao
menos possível de se assistir.
A dublagem brasileira é
excelente. Sem inventar em colocar atores e cantores para dar voz aos
personagens do filme, o elenco de dubladores profissional deixa um ótimo
trabalho. O destaque fica para a voz de Alexandre Moreno, que conseguiu trazer
um sotaque carregado e bastante cômico para o Drácula. Ficou engraçado.
Um grande acerto deste
filme foi lidar com as redes sociais no mundo moderno. Em se tratando de um
filme da Sony, é até normal considerar que, além de fazer dinheiro com o filme,
a empresa busque fazer dinheiro com seus aparelhos eletrônicos e, que melhor
propaganda senão um filme mostrando seus produtos por quase uma hora e meia?
Agora que os monstros resolveram aceitar a presença dos humanos entre eles,
nada mais natural que entrem de cabeça no mundo digital também. A ideia é muito
bem aproveitada tanto na parte humorística quando no desenrolar da trama.
Outra boa sacada, que
já vinha do primeiro filme, é a maneira como nós, humanos, enxergamos os
monstros. Quem acompanha a franquia irá se lembrar de como o primeiro filme já
dá sinais de que os seres humanos não se assustam mais com monstros, esta relação
está mais para a admiração do que para o medo. Da mesma forma, a sequência
retorna alguns momentos nessa linha de raciocínio e ainda mostra como os
humanos tratam essa admiração por monstros e como se utilizam dessas figuras
para educar seus filhos.
O filme como um todo
tem boas tiradas. Piadas engraçadas e bem contextualizadas dão um tom
interessante a narrativa, que, sozinha é um pouco fraca e sem muita novidade. É
um bom divertimento, em especial para crianças.




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