Lançamento: 19⁄ 11⁄
2015
Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth
e outros
Gênero: Aventura , Ficção científica ,
Guerra
Nacionalidade: EUA
Katniss Everden
(Jennifer Lawrence), a “garota em chamas”, está a mais um passo de terminar com
o domínio brutal da Capital, presidida pelo Presidente Snow (Donald Sutherland).
Após o resgate dos Vitoriosos que estavam sobre o domínio da Capital, todos
veem o que aconteceu com Peeta (Josh Hutcherson) e Katniss resolve que deve ir
para o campo e matar pessoalmente Snow, pondo fim ao regime autoritário que
domina toda Panem.
Algo deve ser dito
sobre toda a saga Jogos Vorazes: o
material escrito por Suzanne Collins é levado ao pé da letra. Quando um leitor senta-se para ver os filmes,
as palavras do livro tomam vida diante de seus olhos. Isso garantiu que toda a
saga fosse moldada em cima do ideal exato do livro. Ao contrário de muitas
adaptações de livros, Jogos Vorazes,
e todos os filmes da franquia, passam a exata mensagem que deveriam passar.
Já que o roteiro era
basicamente retirado das páginas dos livros, restava ao diretor Francis
Lawrence a tarefa de fazer com que os atores interpretassem as reações da forma
mais próxima possível para que o conteúdo do livro continuasse intacto. E o
trabalho foi mais do que perfeito. Como alguns dos personagens tinham ficado de
lado na primeira parte, muitos tiveram sua chance de fato nesta segunda parte.
Sam Clafin e Elden Henson estão entre esses atores. Destaque para o segundo que
interpretava Pollux, um personagem mudo, e demonstrou uma incrível capacidade
de atuação sem dizer uma palavra sequer.
Josh Hutcherson,
também, é um ator que não para de surpreender. Após sua memorável cena final de
Jogos Vorazes: A esperança – parte 1, o ator seguiu em uma série de sequências que
provaram sua incrível capacidade enquanto um ator dramático. Peeta Melark
deveria ser, neste último filme, um personagem atormentado devido às torturas
que sofreu durante sua prisão na Capital, o trabalho de Josh traduziu, em cada
cena, o tormento que o personagem sentia. Brilhante.
Muito embora alguns
detalhes do desfecho possam ser facilmente previsíveis, não quer dizer que as
cenas sejam previsíveis. Qualquer um que acompanhava o rumo do roteiro poderia
dizer para onde se encaminhava o desfecho da saga, mas nada disso desmereceu a
brilhante atuação de Donald Sutherland e sua gargalhada. Exatamente como
Suzanne Collins escreveu, a cena fica para a eternidade, graças ao empenho do
ator em representar de forma magistral o que deveria.
Embora não seja culpa
do roteiro ou de ninguém, na verdade, a falta envolvimento de Philip Seymour Hoffman
nas sequências finais foi bastante sentida. Ninguém pode culpar o ator por sua
morte, e, inclusive, Francis Lawrence encontrou soluções bastante elegantes
para o personagem, mas, claramente, Philip teria nos agraciado com mais uma
sequência ou duas e isso gera um tremendo desconforto e tristeza.
Jogos
Vorazes entra para a galeria das melhores sagas do cinema
mundial, não apenas pela sua excelente história, mas também por toda a
simbologia por trás da política que o filme apresenta. No que diz respeito às
artes do cinema, há de se considerar louvável que os quatro filmes da saga tenham
tons e nuances completamente diversificadas e considerar também a magistral
escolha de elenco que, mais uma vez, se provou acertadíssima.




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