20 de novembro de 2015

Jogos Vorazes: A Esperança - O final


Lançamento: 19⁄ 11⁄ 2015
Dirigido por: Francis Lawrence
Com Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth e outros
Gênero: Aventura , Ficção científica , Guerra
Nacionalidade: EUA


Katniss Everden (Jennifer Lawrence), a “garota em chamas”, está a mais um passo de terminar com o domínio brutal da Capital, presidida pelo Presidente Snow (Donald Sutherland). Após o resgate dos Vitoriosos que estavam sobre o domínio da Capital, todos veem o que aconteceu com Peeta (Josh Hutcherson) e Katniss resolve que deve ir para o campo e matar pessoalmente Snow, pondo fim ao regime autoritário que domina toda Panem.

Algo deve ser dito sobre toda a saga Jogos Vorazes: o material escrito por Suzanne Collins é levado ao pé da letra.  Quando um leitor senta-se para ver os filmes, as palavras do livro tomam vida diante de seus olhos. Isso garantiu que toda a saga fosse moldada em cima do ideal exato do livro. Ao contrário de muitas adaptações de livros, Jogos Vorazes, e todos os filmes da franquia, passam a exata mensagem que deveriam passar.

Já que o roteiro era basicamente retirado das páginas dos livros, restava ao diretor Francis Lawrence a tarefa de fazer com que os atores interpretassem as reações da forma mais próxima possível para que o conteúdo do livro continuasse intacto. E o trabalho foi mais do que perfeito. Como alguns dos personagens tinham ficado de lado na primeira parte, muitos tiveram sua chance de fato nesta segunda parte. Sam Clafin e Elden Henson estão entre esses atores. Destaque para o segundo que interpretava Pollux, um personagem mudo, e demonstrou uma incrível capacidade de atuação sem dizer uma palavra sequer.

Josh Hutcherson, também, é um ator que não para de surpreender. Após sua memorável cena final de Jogos Vorazes: A esperança – parte 1, o ator seguiu em uma série de sequências que provaram sua incrível capacidade enquanto um ator dramático. Peeta Melark deveria ser, neste último filme, um personagem atormentado devido às torturas que sofreu durante sua prisão na Capital, o trabalho de Josh traduziu, em cada cena, o tormento que o personagem sentia. Brilhante.

Muito embora alguns detalhes do desfecho possam ser facilmente previsíveis, não quer dizer que as cenas sejam previsíveis. Qualquer um que acompanhava o rumo do roteiro poderia dizer para onde se encaminhava o desfecho da saga, mas nada disso desmereceu a brilhante atuação de Donald Sutherland e sua gargalhada. Exatamente como Suzanne Collins escreveu, a cena fica para a eternidade, graças ao empenho do ator em representar de forma magistral o que deveria.

Embora não seja culpa do roteiro ou de ninguém, na verdade, a falta envolvimento de Philip Seymour Hoffman nas sequências finais foi bastante sentida. Ninguém pode culpar o ator por sua morte, e, inclusive, Francis Lawrence encontrou soluções bastante elegantes para o personagem, mas, claramente, Philip teria nos agraciado com mais uma sequência ou duas e isso gera um tremendo desconforto e tristeza.


Jogos Vorazes entra para a galeria das melhores sagas do cinema mundial, não apenas pela sua excelente história, mas também por toda a simbologia por trás da política que o filme apresenta. No que diz respeito às artes do cinema, há de se considerar louvável que os quatro filmes da saga tenham tons e nuances completamente diversificadas e considerar também a magistral escolha de elenco que, mais uma vez, se provou acertadíssima.


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